sábado, 18 de junho de 2011

[Resenha] Jogos Vorazes - Suzanne Collins (Jogos Vorazes #1)


Jogos Vorazes
Suzanne Collins
Editora: Rocco
Gênero: Y.A
Páginas: 397

“Após o fim da América do Norte, uma nova nação chamada Panem surge. Formada por doze distritos, é comandada com mão de ferro pela Capital. Uma das formas com que demonstra o seu poder sobre o resto do carente país é com Jogos Vorazes, uma competição anual transmitida ao vivo pela televisão, em que um garoto e uma garota de dose a dezoito anos de cada distrito são selecionados e obrigados a lutar até a morte.”

A princípio pensei que Jogos Vorazes seria um livro superestimado. Depois de tantas criticas positivas e tantas pessoas enchendo a boca para falar maravilhas dele, pensei que acabaria como outro “Fallen” em minha vida. Não vou dizer que o livro atendeu a todas as minhas expectativas, mas ele me surpreendeu e isso já conta bastante.
Quando li o resumo de Jogos Vorazes, pensei que se tratava de uma intensa briga política. Não que eu goste de política, mas esses conflitos mais “cabeça” – digamos assim – sempre me encantaram bastante. Isso me decepcionou um pouco, pois, logo quando eu comecei o livro, percebi que não era nada disso.
Katniss é uma moradora do 12 distrito que vive uma vida miserável para sustentar a família, principalmente depois da morte de seu pai. Desesperada e perecendo lentamente com a fome, ela se ve obrigada a caçar para colocar comida na mesa. Entretanto, esses anos de experiência lhes foram bem úteis, ainda mais depois que ela se vê obrigada a enfrentar os tão temidos Jogos Vorazes. Com uma personalidade forte – e que, com certeza, lhe garantiu um lugar na minha lista de protagonistas favoritas – Katniss enfrenta a pressão de ser um tributo ao prazer doentio da Capital.
Ao seu lado está Peeta. Eu ainda não compreendi por completo todas as suas atitudes durante o jogo, mas a paixão com a qual ele lida com seu destino é tão intimamente envolvente, que se torna muito difícil questioná-lo. O seu jeitinho, a sua visão das coisas, a sua inocência (apesar de seu jeito calculista em alguns pontos da narrativa), o seu amor... Achei até injusto definir um personagem favorito para esse livro, já que todos eles me encantaram um pouco.
A história é contada em primeira pessoa no presente e esse foi um detalhe com o qual eu demorei demais para me acostumar. É um tanto estranho de inicio, mas depois acaba sendo bastante conveniente. Você acaba se envolvendo inteiramente na história, sofrendo junto com a protagonista, sentindo sua agonia, sua apreensão. E ainda tem aquele ar de mistério que sempre vem com as narrativas em primeira pessoa, a agonia de ter apenas um ponto de vista. É uma leitura realmente envolvente, impossível de ser freada. A aventura, o medo, a fome, a luta pela sobrevivência, a selvageria que vai tomando conta deles... Cada página é como um novo clímax.
E é por isso que eu digo que esse livro me surpreendeu. Eu esperava uma briga política, mas acabei recebendo uma trama tão bem bolada, tão assustadora e tão dramática, que cheguei a perder o fôlego enquanto lia. O livro, de fato, merece todo o alarde que causou. É super recomendado para qualquer um que goste de uma leitura – perdoem-me o trocadilho – voraz. Aliás, este é outro ponto que eu gosto muito no livro: ele não é “menininha” demais como muitos dos Y.A. books atuais. Jogos Vorazes pode ser lido por meninas ou meninos, por quem gosta de livros mais românticos ou para quem prefere aventura e sangue.

Avaliação:

Capa:
Acabamento do livro:
História:
Andamento:
Desfecho:

Avaliação Geral:

2 comentários:

  1. Parece foda, muito foda. Me lembra muito o manga Bettle Royale.

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  2. JOGOS VORAZES FTW! Esse livro é muito bom, sem palavras.
    E a sua resenha ficou ótima! Exprimiu tudo o que eu pensei durante a leitura.

    Beijos.

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