terça-feira, 9 de agosto de 2011

[Coluna] A Palavra da Lagarta #2 - Literatura na escola

Todo mundo aqui já teve que ler algum livro a pedido da nossa querida "teacher" de português.
O ponto é, quais livros são esses: principalmente clássicos da Literatura Brasileira.
Dom Casmurro, Memórias póstumas de Brás cubas, ambas do mestre Machado de Assis. Quando você está mais novo, antes de chegar ao ensino médio, Poliana, os livros do Luís Fernando Veríssimo, Pedro Bandeira (ameeeei A marca de uma lágrima), entre outros.

Muita gente torce o nariz pra esses livros, única e exclusivamente pelo fato de ter obrigação de lê-los. Ou porque são clássicos e nem se dão a chance de gostar. Eu mesma odiei O Cortiço de Aluísio Azevedo, mas eu dei a chance ao livro. Abandonei-o é verdade, mas eu tentei. Juro que eu tentei. 

"Ler clássicos é melhor do que não os ler" 

É com essa afirmação que Ítalo Calvino inicia o livro Por que ler os clássicos? em que tenta convencer os leitores da importância de ler livros consagrados da literatura mundial. Eu tenho os meus motivos pra gostar dessa categoria dourada de livros e queria compartilha-los com vocês. 
Clássicos não são chamados desta forma a toa. Eles têm algo que os torna especial, e atemporal. Eles sempre têm uma discussão pra levantar que é importante, sempre tem algo a acrescentar. 
Dom Casmurro e Memórias póstumas, como também O cortiço fazem analises da sociedade. Análises de mundos diferentes, de formas diferentes, mas todas com coisas muito legais de serem lidas. Só porque não gostei de O cortiço, não quer dizer que seja um livro ruim. Talvez não fosse a época, vou tentar novamente. O que quero dizer, é que um clássico sempre tem algo a nos ensinar, não é uma história bonitinha por si só, é uma história que mexe conosco de alguma forma. 
Os clássicos que fiz resenha aqui no Into Wonderland todos me tocaram de alguma forma. O Morro dos ventos uivantes mostra muita coisa do ser humano, é um livro extremamente emocionante e coloca em xeque como as feridas das pessoas fazem diferença pra toda uma vida e o reflexo dessas marcas na vida de outras. O Grande Mentecapto do Fernando Sabino além de falar da sociedade, fala das pessoas simples, da loucura, da sanidade e muitas outras coisas. Peter Pan fala sobre ser criança, ser adulto, crescer. Entende o que quero dizer? 
Não é atoa que os vestibulares pedem esses livros, dá pra transferir suas experiências para o mundo, dá pra debater acerca. Nada contra os Y.A. books, que eu gosto muito pra falar a verdade... São divertidos, mas é só! 
Eu gostaria que as pessoas olhassem com menos preconceito pras grandes obras. O que uma situação no mínimo constrangedora, já que eles são livros famosos há anos e as pessoas da nossa geração teimam em torcer o nariz pra eles... Tem algo errado nisso não? 
Clássicos são bem escritos, são eternos e principalmente, falam do mundo como nada mais. Vale a pena no mínimo a tentativa de ler, sempre. Até porque a chance de não se gostar é mínima (Machado de Assis, SEU LINDO).

Um comentário:

  1. Olá,Fláh.

    Amei o seu post e concordo,
    com vc ,Literatura clássica,não é chata,e sem esses escritores maravilhosos,os quais são uma grande honra e aprendizado ler.
    E sem eles ,com certeza ,não teriamos muitos desses novos escritores,os quais foram influênciados por suas obras.
    Quem me dera escrever, como Machado de Assis ,ter a sensibilidade da Cecilia Meireles e o romantismo de José Alencar e assim por diante(minha lista séria longa).
    Até
    A.Christie

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