sexta-feira, 5 de agosto de 2011

[Resenha] O Beijo das Sombras - Richelle Mead (Academia de Vampiros #1)


O Beijo das Sombras
Richelle Mead
Editora: Nova Fronteira
Gênero: Y.A
Páginas: 319
“ – Você foi beijada pelas sombras!
Você tem que tomar conta dela! Quanto mais Lissa usar essa magia, pior vai ficar.
Impeça-a, Rose. Impeça-a antes que eles descubram, antes que eles descubram e a levem embora também. Tire-a daqui. Salve-a de si mesma!Os guardiões me explicaram depois que a professora não estava bem e que teria que ser levada para um lugar onde poderia se recuperar. Ela estaria segura e seria bem tratada lá, foi o que eles me asseguraram. Garantiram que iria se recuperar. Só que ela não se recuperou.”

O livro começa com um clima bem legal de suspense e logo nas primeiras páginas já se pode notar a história se desenrolando ao redor de perguntas. Porém, embora o ar de mistério se mantenha durante toda a narrativa, o começo do livro é bem devagar. Talvez seja por causa das dezenas definições que nos são apresentadas quando o ambiente é descrito, ou talvez seja simplesmente pela necessidade de encher o livro, mas a história propriamente dita só começa depois da metade dele, o que desanima muita gente, mas aguente firme: a partir daí é adrenalina pura! Quando eu me dei por mim, já estava avançada madrugada adentro grudada às últimas páginas como se minha vida dependesse disso. No final das contas, valeu realmente a pena. O livro tem passagens bem interessantes e é, no mínimo, diferente do convencional.
A história em si causou-me um sentimento meio ambíguo. A começar pelo termo “dampiro” (Meio-vampiro, mais forte e resistente que um humano e sem os “defeitos” de um vampiro) que me fez torcer o nariz para o livro logo de cara. Que termo horrível! Achei que faria muito mais sentido se ela simplesmente usasse o termo “meio-vampiro”. Aliás, depois do nome “Vasilissa” eu cheguei a conclusão de que Richelle Mead tem mesmo a moral para criar nomes completamente bizarros!
Voltando ao assunto, ainda tem aquela coisa toda dos Morois (Vampiros bons, que se alimentam de sangue, mas não matam suas vítimas) serem “frágeis”. Eu sei que isso é meio que revertido mais tarde, mas, spoilers à parte, essa fragilidade não deveria existir em momento algum! Muito embora exista toda aquela coisa de não poder ser exposto ao sol -O que, no caso dos Morois, é apenas irritação – vampiros não deveriam ser “frágeis”.
Bom, apesar desses pequenos detalhes, o livro em geral foi muito bom. A começar pelas famílias reais. Achei realmente interessante a inserção dessa “realeza”, de toda a trama que rola por debaixo dos panos quando o assunto é poder, dinheiro ou trono. Ou mesmo da história central, onde Lissa é a última integrante de sua família e tem um legado nas costas a manter. Isso para a cabeça dela é muita coisa, ainda mais para a sua mente já perturbada pelo uso de seu poder (Mwhahaha, leiam para saber do que se trata!).
Não posso deixar de comentar, também, sobre os Strigois, que são basicamente o estereótipo do vampiro de verdade: mau, forte, sedento, só pode andar durante a noite, etc. Acho que foram eles que me fizeram aceitar o livro muito melhor do que eu esperava. Gostei da divisão feita pela autora em vampiros “bons” e vampiros “maus”. Aliás, em momento algum se fala em “se alimentar de animais”. Acredite, isso pra mim já vale muito. Deixou o livro bem mais dinâmico e sem aquela coisa amarga de vampiros-bonzinhos-que-brilham-no-sol.
Sobre os personagens. A principal e narradora do livro, Rose, entrou para a minha lista de melhores protagonistas femininos! Determinada, forte e muito pavio curto, ela é a graça e o clímax do livro. Sempre com decisões precipitadas e uma atitude impulsiva, ela tenta cumprir a sua tarefa de proteger a sua melhor amiga, Lissa, o que nem sempre sai como o planejado.
Dimitri, o tutor de Rose, tinha tudo para ser o meu personagem favorito, mas, de alguma forma, ele não me despertou interesse nenhum. Aliás, o personagem masculino que mais chamou a minha atenção nesse livro foi Christian; adorei a sua personalidade, o seu jeito irônico de ser. Ele me lembrou muito o Carter de “A canção do Súcubo”. Aliás, os personagens desse livro dela são muito parecidos com os de VA. Georgina e Rose, Adrian e Roman, Carter e Christian.


Avaliação:


Capa: 5/5

Acabamento do livro: 4/5
História: 5/5
Andamento: 3/5
Desfecho: 5/5




Avaliação Geral:


2 comentários:

  1. "mas a história propriamente dita só começa depois da metade dele"

    Caramba, só depois disso? Pior que ultimamente eu só pego livros assim.

    "“dampiro” (Meio-vampiro, mais forte e resistente que um humano e sem os “defeitos” de um vampiro" Que história é essa dampiro??? è muito cômico rsrsrs

    "Eu sei que isso é meio que revertido mais tarde, mas, spoilers à parte" Ri muito com essa, spoilers à parte kkkkk

    "Mwhahaha, leiam para saber do que se trata!" Eu ia perguntar isso agora :P

    Adorei só resenha.

    Beijos
    BabihGois
    http://babihgois.blogspot.com

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  2. Apesar de nunca ter lido o livro e esse tipo de livro não ser exatamente o meu estilo, sua resenha me faz querer o livro. Ótima resenha.

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