domingo, 4 de setembro de 2011

[Resenha] Lonely Hearts Club - Elizabeth Eulberg


Lonely Hearts Club
Elizabeth Eulberg
Editora: Intrínseca
Gênero: Y.A. Books
Páginas: 233
“Eu, Penny Lane Bloom, juro solenemente nunca mais namorar enquanto viver.
Tudo bem, talvez eu reconsidere essa decisão em dez anos, ou algo assim, quando não estiver mais morando em Parkview, Illinois, nem freqüentando a escola Mckinley, mas, por hora, não quero mais saber de garotos. São todos a escória da humanidade, mentirosos traidores.
Sim, todos eles. A essência do mal.
Claro que alguns parecem ser legais, mas, assim que conseguem o que querem, dão o fora em você e partem para o próximo alvo.
Então, cansei.
Chega de namorar.
Fim.”
Para começar, não tive minhas expectativas frustradas com relação a esse livro. Desde o início, e de acordo com o resumo da obra, já se pode imaginar sobre o que se trata, e é bem isso mesmo. Um romance adolescente onde uma menina de personalidade forte decide que os meninos não valem à pena... Mas nem sempre a teoria é facilmente posta em prática. Desta forma, ela se vê em um conflito interno sobre o que julga ser certo e o que o seu coração realmente deseja. Desenvolvimento e desfecho previsíveis, mas que mesmo assim merecem créditos por serem muito bem elaborados. Pelo menos essas 233 páginas foram embora rapidamente conforme eu ia me envolvendo mais e mais na história.
Penny Lane – nome dado pelos seus pais em homenagem a uma música dos Beatles – como rege a tradição, tem um amigo de infância por quem é apaixonada. Entretanto, como todo bom homem ele despedaça seu coração e a faz acreditar que nenhum outro (homem) é digno de confiança. Sendo assim, ela inicia um clube, o Lonely Hearts Club – também inspirado nos Beatles -, em sua escola onde, a princípio, ela era a única integrante, mas que, conforme a idéia vai se espalhando, mais garotas com a mesma desilusão acabam se juntando à causa, o que resulta em sérios problemas na não tão estabelecida paz escolar.
Eu sinceramente achei a idéia interessante. Eu mesma por diversas vezes jurei que jamais seria burra o suficiente para cair novamente nas lábias desses seres (odiosos) adoráveis chamados garotos. E acredito que sinceramente não fui a única a me identificar com a protagonista. Apesar do clichê básico da menina (com all star e jeans) estilo próprio e sem sorte no amor, eu gostei bastante da personalidade de Penny. Ela é humana e tem atitudes julgáveis, mas sabe dosar tudo de forma a não se tornar insuportável, como acontece em 95% dos casos. Adorei também Tracy e sua personalidade de melhor amiga estourada e pronta para chutar quem quer que esteja lhe incomodando – Isso me lembrou muito a florinha xD – mas que no final acaba sendo compreensiva e amável. Até mesmo Diane, o tipo de patricinha insuportável, acabou tendo um desenvolvimento muito legal no livro. Admito que logo nas primeiras páginas eu já imaginei como seria o final, o que se mostrou extremamente previsível, mas a autora soube desenvolver a história de tal maneira que você simplesmente não se incomoda com o clichê e lê cada página como se de fato não soubesse o que vai acontecer a seguir. É interessante a forma como “o que acontece” acaba sendo mascarado pelo “como acontece”, fazendo com que uma história que tinha tudo para ser apenas mais um livro de menininha se torne algo realmente diferente.
Acho que o que mais gostei no livro foi a forma como o namoro é tratado. A filosofia que fica no final sobre definir prioridades, se colocar em primeiro lugar e sempre se lembrar de que relações podem ir e vir, mas que amigos são para sempre. Até porque, todos nós estamos carecas de saber que vamos, sim, sofrer por alguém, não importa o quanto nos protejamos com regras ou promessas bobas... O jeito é saber por quem vale à pena sofrer e saber que no final sempre haverá ombros amigos prontos para te apoiar quando todo o resto ruir.

Avaliação
Capa:
Acabamento do livro:
História:
Andamento:
Desfecho:


Avaliação Geral

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