sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

[Resenha] Elixir - Hilary Duff

Elixir
Hilary Duff
Editora: iD
Gênero: Ficção, Fantasia sobrenatural
Páginas: 280
"Com seus dezessete anos, Clea Raymond vem sentindo o brilho dos holofotes desde que nasceu. Filha de um renomado cirurgião e uma importante política, ela se tornou uma talentosa fotojornalista, refugiando-se em um mundo que a permite viajar para diversos lugares exóticos. No entanto, após seu pai ter desaparecido em uma missão humanitária, Clea começa a perceber imagens sinistras e obscuras em suas fotos revelando um belo homem que ela nunca viu antes. Quando o destino faz Clea se encontrar com esse homem, ela fica espantada pela conexão forte e instantânea que sente por ele. Conforme se aproximam e se envolvem no mistério do desaparecimento do pai de Clea, eles descobrem a verdade secular por trás dessa intensa ligação."
Na Bienal desse ano eu fiquei chorando pros meus amigos que queria demais esse livro, mas como já tinha feito as minhas compras, fiquei sem ele. Porém, um desses amigos que se tornou meu namorado me presenteou com ele, não é fofo? *-*
Tirando essa melação toda de lado, eu queria muito ver como a Hilary se comportaria escrevendo um romance. Eu até gosto das músicas e de alguns trabalhos dela, então queria ver se eu gostaria dela como escritora. Ou seja, ao mesmo tempo que eu estava anciosa, minha expectativas eram médias e eu tinha dois pés atrás com a leitura.

O livro me prendeu logo de cara já que a narração é rápida e fluida. A história é misteriosa, e as primeira 100 páginas eu quase devorei.
Na história Clea (que parece ser a própria Hilary) é uma fotojornalista de 17 anos filha de uma senadora e um médico famoso. Porém no momento que a história começa, o pai dela está desaparecido há meses e isso perturba demais a garota.
E vale falar aqui, o pai dela desaparece no Brasil. Ele era o fundador da  Globo Reach, uma dessas ONG's que montam bases em comunidades carentes no mundo. Boa parte do livro se passa no Rio de Janeiro onde Clea vai cobrir o Carnaval para um jornal internacional e procurar saber mais sobre o desaparecimento do pai. Uma coisa meio cansativa, mas compreensível, é que o pai de Clea nem no livro aparece, mas ele é lembrado O TEMPO TODO. Há momentos em que você pensa, "Nossa, denovo?!", mas é bastante compreensível e tudo vai se encaixando ao longo do livro.
Tem cenas muito legais na primeira metade, algumas acontecem durante os sonhos de Clea, e algo que eu gostei muito é o fato de a mudança do que esta acontecendo na realidade pro sonho não ser brusca, ela não diz coisas como "eu sonhei com isso, isso e mais isso", a transição das cenas é feita como se ela estivesse te contando que adormeceu sem perceber e começou a sonhar. É um pouco confuso admito, porém, é muito legal.
Todos os personagens são legais, mas eu gosto bastante de Clea, ela é o tipo de protagonista que eu me identifico. Reclama menos que o habitual, não é  fresca, é valente... Eu realmente gostei demais dela, apesar de ela ser meio lerda quando o assunto são os sentimentos do melhor amigo Ben, ainda bem que Rayna a amiga louca dela está lá pra esfregar na cara dela tudo o que passa despercebido ao seus olhos (no sentido amoroso que fique claro).
Outra coisa interessante, TODO MUNDO CONHECE CLEA. Durante todo o livro e em todos os países pelo qual ela passa (incluindo França, Brasil, Japão e claro os Estados Unidos) qualquer pessoa que a observe mais de 2 minutos sabe quem ela é... Tipo, o que?! É algo bastante incompreensível pra falar a verdade, como se a filha de uma senadora dos EUA fosse algo demais para todo o resto do mundo, achei meio falho da parte de Hilary.
Quando a narração chega ao climax, dá um certo desespero de ver as páginas acabando e estar explícito que a história não está nem no meio, ou seja, ele tem continuação e o o livro encerra com a deixa perfeita pro próximo.
Devoted foi lançado no início de novembro nos EUA, ou seja, vai demorar um pouco pra conseguir a versão brasileira, mas eu acredito que vale demais a pena continuar a série.
Eu não tenho muito mais o que falar, Elixir é um bom livro, vale a pena ver como vai terminar, mas não tem nada que o faça ser extraordinário ou algo pra que seja "O livro do ano". É bom, só.
Ah, Hilary escreveu o livro junto com Elise Allen uma escritora norte americana. Junto não é bem a palavra, Elise deu assessoria à Hilary, mas foi ela quem fez a história e a escreveu.
A capa é linda e feita num material que parece veludo. Por dentro, ao início de cada capítulo, a flor da capa se repete, além de a capa por dentro (atrás das orelhas) ser no mesmo tom de roxo da capa e eu amo esse tipo de detalhe/cuidado.
Estou esperando com certa ansiedade Devoted e Hilary foi aprovada como contadoras de história.
Sintetizando, a história é boa, com bons personagens, linguagem clara e fluida, nem com muitas, nem poucas descrições.... Recomendo. (:

 Avaliação
Capa:
Acabamento do livro: 
História: 
Andamento: 
Desfecho: 

Um comentário:

  1. Gosto mais dos filmes que das músicas dela :/
    Igual a vc, tenho um pé atrás com esse livro. Mas leria, se eu fosse sortuda como vc, e tivesse um namorado que me desse ele shaushaushaus
    Sua resenha até que me deixou com uma vontade de lê-lo, só não o consideraria uma prioridade :/
    Essa história de conhecerem ela em todo lugar é uma grande falha. Onde já se viu isso? Nem se aparecesse a filha do Obama na minha frente eu reconheceria, quem dirá de uma Senadora... :P
    =* flor!

    -Amigas Entre Livros-

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