sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

[Resenha] Across the Universe - Beth Revis


Across the Universe.
Beth Revis.
Editora: Rizorbill.
Gênero: Ficção Científica.
Páginas: 416
Nível de inglês: 2/4 (Médio)


“Amy and her parents believe they will wake on a new planet, Centauri-Earth, three hundred years in the future. But fifty years before Godspeed’s scheduled landing, cryochamber 42 is mysteriously unplugged, and Amy is violently woken from her frozen slumber.
Someone tried to murder her.
Now, Amy is caught inside a tiny world where nothing makes sense. Godspeed’s 2,312 passengers have forfeited all control to Eldest, a tyrannical and frightening leader. And Elder, Eldest’s rebellious teenage heir, is both fascinated with Amy and eager to discover whether he has what it takes to lead.
Amy desperately wants to trust Elder. But should she put her faith in a boy who has never seen life outside the ship’s cold metal walls? All Amy knows is that she and Elder must race to unlock Godspeed’s hidden secrets before whoever woke her tries to kill again.”
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Esse foi o primeiro livro americano que eu encomendei – Não o primeiro que eu li. Este foi “Wings” – e, apesar da novela que foi esperar ansiosamente dois meses para que ele finalmente chegasse, acabei demorando um pouco para engatar na leitura. Não sei bem o porquê, talvez por ele ser grande, ou talvez por ele ser em inglês, ou talvez por ser grande E ser em inglês, mas eu fiquei com muita preguiça e acabei adiando a leitura por bastante tempo antes de resolver que estava na hora de me aventurar em suas páginas. Bom, eu não poderia ter sido mais tola. Deveria ter lido o livro na primeira oportunidade. É até um crime adiar um livro tão bom!

A história fala sobre uma família que resolveu se alistar para uma missão em outro planeta. Para tanto, e por causa da enorme distância que separa a Terra dele, eles deveriam ser congelados e só seriam acordados trezentos anos depois, quando a espaçonave finalmente pousasse. Sua missão? Usar seus conhecimentos científicos e militares para povoar e habitar a nova terra. Porém, Amy, a protagonista da história, por algum motivo, é acordada cinqüenta anos antes da aterrissagem. Depois de um doloroso descongelamento, ela se vê em um mundo completamente diferente daquele no qual estava acostumada a viver. Lá, as pessoas eram obedientes e passivas. Lá, existia um único líder ao qual todo mundo devia obediência. Lá, existia uma época do ano onde, de uma forma totalmente repugnante, as pessoas se uniam para reproduzir uma geração. Lá, as pessoas sãs eram consideradas loucas. Como viver com isso? Alguma coisa estava realmente errada e Amy não ia deixar que eles a tornassem passiva e desmiolada como os outros.

O livro é muito bom. Apesar do começo dele ser bem devagar, em sua maior parte, apenas mostra como funciona a aeronave e todas as suas regras, quando ele finalmente ganha embalo, não há nada que o faça parar. As coisas vão acontecendo em enxurradas e você acaba se emaranhando na conspiração que acontece ali, bolando suas próprias teorias junto aos personagens e descobrindo, no final, que todas elas estão erradas. O que é algo bom, já que isso torna a história totalmente surpreendente. Pelo menos eu terminei de ler quase sem fôlego, tentando definir quando exatamente as coisas tomaram aquele determinado rumo.

Eu gostei bastante de todos os personagens do livro. Todos mesmo. Não teve um personagem que me fizesse torcer o nariz. Amy tem um jeito só dela. É decidida, mas ao mesmo tempo não passa de uma menina de dezessete anos. Ela é delicada e tem o espírito livre, o que é traduzido pela sua paixão pela corrida. Já Elder, ele é rebelde. Apesar de no começo ser um pouco imaturo, ele vai aprendendo com o tempo a ser um verdadeiro líder. Toma decisões sábias e não deixa aquilo que julga ser errado acontecer só porque está intrincado em medos e perigos. Mas o que eu mais gostei mesmo foi Harley. Ele e sua paixão imensurável pelas estrelas, pela pintura e pelas cores. Ele, com sua paixão tão inocente e ao mesmo tempo tão intensa. Ele, que me conquistou mesmo com seu temperamento forte. Aliás, é como eu disse, todos os personagens foram bem estruturados. Mesmo os malvados têm traços bem feitos que os caracterizam do inicio ao fim do livro.

O livro tem uma história interessante. Eu nunca gostei muito de ficção científica, ou de naves espaciais e viagem pelo espaço – exceto, é claro, por Star Wars -, mas esse realmente me conquistou. É bem interessante ver a forma como a autora trabalhou a vida dentro da nave. A forma como, conforme as gerações vão passando, a idéia da existência da Terra vai lentamente se perdendo, sendo substituída por fotos e fatos contados pelos arquivos gravados em computadores. Como a vida se torna os limites das paredes da espaçonave e como a esperança de um mundo novo acaba sendo o combustível mais potente que eles podem ter.

Eu poderia ficar aqui o dia inteiro falando o tanto que eu gostei do livro, mas já passei um pouco do número de palavras que costumo usar em uma resenha, então vou apenas dizer que vale realmente a pena se esforçar para ler o livro em inglês, ou esperar pela tradução (Alguém me disse que ele seria trazido pelo Brasil, mas eu não pesquisei a informação ainda).

A capa é maravilhosamente linda, inclusive na versão de capa dura do livro tem um desenho da aeronave dentro da jacket (Aquela capa removível). Dá gosto de olhar. É, sem dúvidas, um dos livros mais bonitos que eu tenho em minha estante.

Ah! E esse é o primeiro de uma trilogia. O segundo livro já foi lançado nos Estados Unidos – Se alguma alma caridosa quiser me presentear com “A Million Suns” eu ficaria muito, muito feliz.

Trechos:


"I squeeze Mom's arms. I knew the words she was trying to get past the tubs were, "I love you.""
"I know that with it, he was promising everything would be okay. And I almost believed him."
"I turn toward the ceiling, toward the exposured universe. Toward death."
"And I know something about nightmares, seeing how I've been sleeping longer than i've been alive."
"[...] Because dreams are like that: they go in and out of memories and scenes, but they're never real. They're never real, and I hate them because they aren't."
"I just wish I could see myself in me."
"I giggle, mostly from nerves. "It's a good thing I read Alice in Wonderland. I definitely think I've fallen into the rabbit hole.""
"And in her smile I see something more beautiful than stars."
"Rather be crazy taking drugs than empty like that. Kind of wish my daughter was crazy, too. Might like her more then."
"This is the secret of the stars, I tell myself. In the end, we are alone. No matter how close you seem, no one else can touch you."
"This whole ship has been held together with metal and lies, everyone either deceived or a deceiver."


Vejam o book trailer:




Avaliação:

Capa: 
Acabamento do livro: 
História: 
Andamento: 
Desfecho: 



Avaliação Geral:

 

3 comentários:

  1. Eeeeita *-* O livro ganhou 5 xícaras em tudo :O UAL! rs. Eu já tinha muuiiita vontade de ler esse livro, porque amo essa capa (acho que é uma das mais bonitas que já vi!) e a história é diferente de tudo que já li! A sua resenha foi ÓTIMA! Me deixou ainda mais curiosa e me mordeeeeendo pra ler logo, haha' espero que seja lançado logo aqui porque tenho medo de lerem inglês, DHAOSIDHASOIEH

    Beijo, Nanda
    www.julguepelacapa.blogspot.com

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  2. Eu adoroooo esse livro!!!
    Concordo com vc, o começo — ou as primeiras 300 páginas — são meio entediantes, mas WHOA para as últimas 150. WHOA!!!
    Meu quote favorito é "This ship is built on secrets; it runs on secrets." Define o livro totalmente!!!
    Tb preciso ler A Million Suns!
    Adoreii a resenha Flá!!!
    Beijos!

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  3. Sinceramente não acho um inglês facil. Tem vários momentos que eles estão na nave como vocÊ disse =='

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