sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

[Coluna] Hora do chá #2 - O Fabuloso Destino de Amelie Poulain

Ao som de uma das melhores Original Score's já feitas, hoje eu vim falar de um dos meus filmes preferidos. Nem me lembro quantas vezes eu já vi O Fabuloso Destino de Amelie Poulain, mas eu sempre me divirto.
Amelie é uma garota que cresceu privada da convivência com outras crianças, já que seu pai que era médico achava que ela tinha um problema no coração, mas isso se justificava porque o pai era distante, e durante o exame mensal ao qual ele submetia a filha, ela ficava emocionada pelo contato, pelo "carinho" do pai e seu coração disparava.
Por esse motivo e a morte repentina da mãe, Amelie passou a olhar o mundo de forma diferente e a ver a beleza das pequeninas coisas do dia a dia.
A sensibilidade da personagem, Amelie, e de Jean Pierre Jeunet, o diretor, é impar.
Quem não está acostumado com filmes franceses talvez estranhe, o filme é lento e não tem grandes acontecimentos, ou mesmo explosões ou climax dramáticos. É um filme delicado e sensível.
Aquele filme que você sente coisas boas ao fim e não consegue deixar de escapar um sorriso (o qual, nem eu mesma consigo deixar de escapar agora, escrevendo sobre ele)
A história se desenvolve quando Amelie acha escondido no banheiro de seu apartamento uma caixinha de lembranças pertencente provavelmente a um garoto que morou naquele apartamente há algumas décadas. Ela resolve então que vai encontrar e devolver a caixa ao garoto, que na história já deve ter seus 50 anos. Quando ela vê que ele ficou muito emocionado por ter encontrado suas lembranças, ela resolve então  ajudar as pessoas a seu redor a ter uma vida mais feliz, mas de uma forma peculiar, à forma de Amelie.
É engraçado por vezes, é romântico, é sensível... Ah, eu AMO esse filme!
E a trilha sonora é belíssima, quem nunca ouviu La Valse d'Amelie e não notou o quão linda é a música, não tem coração. Composta por Yann Tierse, ela possiu 24 faixas, e são todas compostas pro filme (portanto é uma Original Score), e são todas lindas. Vale muito a pena escutar.
Outra coisa que chama a atenção é a fotografia do filme. As cores das locações, objetos e firugiros e também a iluminação usada, dá um charme a tudo. O uso das cores vermelho e verde, e o uso de peças pontuais de cores contrastantes como o azul, é algo muito legal de se observar. Além de dar outra atmosfera ao filme.
Passou em Paris, na época da morte da Princesa Diana, uma notícia que não passa despercebida à pessoas que estão em volta de Amelie, mas que pra ela passa sem nenhum efeito. E é aquela coisa... Paris é Paris e a trilha sonora é a cara da França.
Outra coisa diferente nesse filme... Ele tem um narrador. Sim, um narrador em terceira pessoa o que faz mais uma vez esse ser um filme especial, além de personagens marcantes e encantadores, até mesmo os inanimados.
E por essas razões, esse é um dos meus filmes preferidos, um filme que eu indico pra que vocês, principalmente os que gostam de uma história de romance, comédia/drama. Mas vejam com carinho. O filme, como quase todos os franceses, precisa de um olhar tão sensível quanto ele próprio, senão você pode achar ele muito chato por causa do andamento. 
Como eu disse, ele é lento. Não é uma grande produção de Hollywood, portanto ele não foi feito para uma platéia um pouco mais impaciente, ele é feito pra se ver com calma.
Espero que você gostem da dica, que vejam o filme e que gostem tanto quanto eu. Audrey Tautou está fenomenal nesta interpretação e você nunca vai se surpreender como um filme tão simples (e ao mesmo tempo complexo) pode ser tão lindo.

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