quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

[Resenha] A Escolha dos Três - Stephen King (A Torre Negra #2)


A Escolha dos Três
Stephen King
Editora: Objetiva
Gênero: Ficção, Fantasia
Paginas: 416
“A perseguição de Roland, o último pistoleiro, ao homem de preto chegou ao fim. Antes de sucumbir, porém, o sombrio personagem leu o futuro de Roland num baralho de tarô. Sua profecia, primeiro passo do pistoleiro na jornada rumo à Torre Negra, forma a espinha dorsal de “A Escolha dos Três”. No destino de Roland, em seu ka, aparecem três figuras distintas: o Prisioneiro, a Dama das Sombras e a Morte. Deles depende a continuidade de sua procura pela Torre, e Roland deverá ir buscá-los através de três portas que lhe permitem cruzar o espaço e o tempo.”
Desde o momento em que terminei de ler o primeiro livro, percebi que deveria continuar a série se quisesse acalmar as dúvidas que assolavam a minha cabeça.  E, de certa forma, eu já sabia que nem metade delas seria sanada com a leitura de “A Escolha dos Três”. Pois é, não foram. Mas não podemos nos esquecer de que estamos falando de Stephen King, o rei em manter pontas soltas na história até você achar que ele já se esqueceu de um dia tê-las aberto, deixando, com isso, aquela terrível sensação de que você nunca saberá o que aconteceria.

Em “A Escolha dos Três”, depois de ter seu futuro lido pelo Homem de Preto, Roland segue seu caminho em busca das portas que o levarão para perto daqueles que deveriam se juntar a ele. São eles: O Prisioneiro, um cara viciado em heroína chamado Eddie Dean. A Dama das Sombras, uma mulher negra e cadeirante que sofre de um transtorno de suas personalidades chamada Odetta Holmes/Detta Walker. E a Morte, que acaba se tornando uma grande incógnita para ele conforme tenta desvendar o real significado das cartas de tarô reveladas pelo Homem de Preto. E, não bastasse apenas isso, Roland tem que lutar contra uma doença que esta cada vez o deixando mais fraco e vulnerável, defeitos estes que ele não se pode permitir ter. Afinal, as coisas que habitam o seu mundo são muito perigosas e ele vai precisar de toda a força que puder reunir para se manter vivo, para continuar a sua doentia e incansável busca à Torre Negra.

Sem dúvidas esse segundo livro da série superou bastante o primeiro. A começar pela narrativa bem mais clara e coesa, sem te deixar confuso ou se perguntando se realmente tinha compreendido o que o autor quis dizer naquele determinado trecho. Senti uma facilidade muito maior em ler esse livro, embora este ainda seja denso e um tanto quanto forte. Depois, tem a forma agitada com que o livro começa e termina. É claro (Vejam bem, estamos falando de Stephen King!) que há bastantes trechos longos de descrição e enrolação, embora nesse livro em particular apenas uma pequena parte deles tenha sido, de fato, maçante. Mas tenho que admitir que não faltaram foram cenas de ação e tensão durante todo o desenrolar da história. Tem certos capítulos que te prendem do começo ao fim, sem te deixar ir embora ou largar o livro. E apesar de ter, também, aqueles capítulos que travam um pouco a história e o ritmo de leitura, posso dizer que “A Escolha dos Três” é viciante.

Todos os personagens que aparecem nessa parte da história são surpreendentemente fantásticos! Eles fogem completamente do padrão de beleza, comportamento e personalidade da maioria dos livros que eu já li. A começar por Odetta Holmes e Detta Walker, que foram o ápice de minhas análises de personagem. Além de contrariarem toda a ética e modelo de coadjuvante-parceiro-do-protagonista, ainda têm uma desenvoltura maravilhosa no que diz respeito à troca de personalidade. Deve ser absurdamente difícil trazer duas pessoas para o mesmo corpo e não deixar isso soar forçado. Depois, temos o Eddie Dean, um cara que passa por maus bocados e te faz acreditar ser um drogado completamente absurdo e fora de contexto para a missão. Porém, com o desenrolar da história e por fora da barreira provocada pelas drogas, se mostra ser uma pessoa administrável, uma pessoa passível de receber o meu afeto. Um personagem que, no final das contas, se tornou um dos meus favoritos! Por fim, temos a Morte. Um personagem ambíguo que só se revelou coerente no final da história. Não posso deixar de mencionar os meus suspiros de surpresa quando alguns pontos da trama se encaixaram bem ali, com aquele singular homem.

A história da série tinha tudo para me desagradar, já que eu não gosto de tramas que mexem com diversas dimensões e com o correr do tempo, mas, acho que esta acabará se tornando uma exceção. E não imagine você que é por eu ter um apreço especial pelo Stephen King (Na verdade, não tenho nenhum.), mas a história, de fato, merece a atenção que recebe – ao menos até esse segundo volume da série.

A Escolha dos Três” é um livro que vale a pena ser lido. Se você gostou do primeiro, com certeza vai amar o segundo. E, se você não gostou do primeiro, dê uma chance deste segundo te convencer a continuar a série, existe uma chance consideravelmente alta de dar certo.

Trechos:
"Ficou lá deitado com a cabeça na grama, já fraquejando no que poderia ser sono, inconsciência ou morte."
"Exatamente quem é você, Roland?, ele pensou. O que você é? E esse calor que eu sinto emanando de você... é apenas febre? Ou alguma espécie de loucura? Acho que pode ser ambas as coisas."
"Uma criatura sem coração é uma criatura sem amor e uma criatura sem amor é um animal. Ser animal é talvez suportável, embora o homem que se tornou um certamente acabe, no final, pagando o preço do próprio inferno, mas e daí se você alcançar o seu objetivo? E daí se você, implacável, conseguir realmente assaltar a Torre Negra e conquistá-la? Se nada houver em seu coração além do escuro, o que você poderia fazer a não ser degenerar de animal a monstro? Atingir seu objetivo como animal seria sem dúvida amargamente cômico. Mas atingir o objetivo como monstro..."
"Talvez não fosse louco varrida, só normalmente insano."
"- Ele me ensinou que quem mata o que ama fica para sempre condenado."

Avaliação:


Capa: 
Acabamento do livro: 
História: 
Andamento: 
Desfecho: 


Avaliação Geral:

  

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