sexta-feira, 2 de março de 2012

[Resenha] O Homem Concha: A Casa do Penhasco - Johnny Virgil

O Homem-Concha - A Casa do Penhasco
Johnny Virgil
Publicação Independente
Gênero: Ficção, Fantasia
Páginas: 160
"A obra se baseia na história de um homem adulto, que apareceu na beira da praia em uma noite de tormenta. Nas costas, ele trazia uma grande concha, na qual se escondia dos perigos do mundo exterior. Acostumado a viver solitário, tudo mudou após ser encontrado por um simpático senhor que o acolheu em seu lar, ensinando-o a falar, comer e se vestir. Com o tempo, encontrou em dois cães uma amizade incondicional, pela qual arriscou a estabilidade do seu mundo perfeito. O homem-concha é um personagem fantástico, simbólico e divertido, que enfrenta as maldades do cotidiano com sua alma pura. O primeiro volume da saga do homem-concha, intitulado A casa do penhasco, é dedicado a contar as primeiras aventuras e desvendar alguns dos mistérios que circundam a história deste personagem ficcional. "
Quando esse livro chegou, eu já tinha alguma expectativa, já que seria o primeiro livro que o autor me enviava pra avaliação. Mas não pense que por isso eu serei boazinha (porque eu sou má, MUAHAHAHA).
Nos últimos tempos a equipe do blog tem estado em contato com autores a fim de estabelecer parcerias, e esse foi o primeiro livro que eu recebi para resenhar (Flah recebeu um e Matias um até então). Escolhemos os livros designados para cada um e eu não tive como não querer ficar com esse.

Ao abrir o pacote em que o livro veio, não consegui não notar o quão linda a capa é. Onde está cinza na imagem, na verdade é prateado, o tom do azul é belíssimo e o livro é todo muito bem cuidado.
Mas vamos à história. 
Uma criatura totalmente diferente nasce do mar e já adulto numa certa noite. Além de ter nascido no mar, há outra coisa que o faz diferente, ele carrega uma concha imensa em suas costas. 
Ele passa dias e mais dias escondido das pessoas, por ter medo que lhe machuquem. Até que um velho descobre e o leva pra morar junto dele, numa casa amarela que fica no alto de um penhasco. O velho o ensina a se comunicar, a se comportar, a comer alimentos cozidos, mas sempre o mantém escondido, até mesmo da filha que mora na cidade. 
Os problemas começam a surgir quando esconder a existência do Homem-conha começa a ficar complicado. Além dos dilemas que escondê-lo ou não geram.
Este livro, além de ter uma história legal, traz reflexões sobre a vida e sobre como a sociedade se comporta à nossa volta. É simplesmente MUITO legal. 
Os personagens são muito espirituosos e bem feitos, mesmo os cachorros (sim, no plural) que são personagens  imprescindíveis na trama. Não tem descrições demasiadamente longas, nem mesmo da descrição dos personagens, porém isso não prejudica a história. Em certo momento tive vontade de chorar (e levando em conta que sou eu, isso quer dizer muito!).
O que me causou certo estranhamento são os nomes dos personagens e principalmente o nome "Homem-concha" que é repetido bastante e em alguns momentos poderia ser facilmente mudado pra um pronome, para não ficar repetitivo, o que não aconteceu. E os personagens do velho e da filha também não tem nome e por incrível que pareça os cachorros tem, são Lambida e Alegria, só não sei o porque disso, descobriremos nos próximos livros. 
Em um momento do livro a sensação é de que ou o autor pulou uma parte da história ou ele trocou os personagens, porque fica confuso, mas não compromete a narrativa, muito menos a história. 
Chega a ser estranho ele ter sido publicado de forma independente. Não que isso seja ruim, mas é estranho o fato de nenhuma editora ter se interessado pela história, talvez tenha sido vontade do autor, vai saber...
Virgil foi realmente muito feliz em sua história. Eu adorei O Homem-concha e estou ansiosa pelos outros livros da série. O próximo sai somente em 2013.
 Resumindo, O Homem-Conha - A Casa do Penhasco é uma linda estréia de Johnny Virgil, com uma capa simples, mas linda, uma edição bem feita e uma história comovente.


“Há motivos incontáveis neste mundo para se crer que a perfeição é o pior de todos os defeitos”


Avaliação

Capa:
Acabamento do livro:
História:
Andamento: 
Desfechos:

Avaliação Geral


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