segunda-feira, 26 de março de 2012

[Resenha] O Nome do Vento - Patrick Rothfuss (A Crônica do Matador do Rei: Primeiro Dia)

O Nome do Vento
Partrick Rothfuss
Editora: Sextante
Gênero: Fantasia, Ficção.
Paginas: 651
“Ninguém sabe ao certo quem é o herói ou o vilão desse fascinante universo criado por Patrick Rothfuss. Na realidade, essas duas figuras se concentram em Kote, um homem enigmático que se esconde sob a identidade de proprietário da hospedaria Marco do Percurso.
Da infância numa trupe de artistas itinerantes, passando pelos anos vividos numa cidade hostil e pelo esforço para ingressar na escola de magia, O nome do vento acompanha a trajetória de Kote e as duas forças que movem sua vida: o desejo de aprender o mistério por trás da arte de nomear as coisas e a necessidade de reunir informações sobre o Chandriano – o lendário e misterioso grupo que  assassinou sua família.”           
Desde a primeira vez que eu vi esse livro eu sabia que ele ia entrar para minha lista de favoritos. Sabe quando você olha a capa, e ela sussurra para você “Me leeeeeeia”? Então, com O Nome do Vento foi assim. Ai, então, eu li o resumo da capa e não teve outra, ali estava eu com essa obra prima comprada. Comecei a ler no shopping mesmo, no meio da praça de alimentação, com a família.

Bem, eu tenho uma grande atração por tragédias, romance, magia, fantasia e musica.  E esse livro tem tudo isso, e muito mais.

Vou começar falando da tragédia. Desde o inicio do livro, você sabe que O Nome do Vento é uma tragédia, e que a história de Kvothe termina mal. Pois o livro começa já no “fim” da vida de Kvothe, com ele vivendo escondido como um taberneiro em uma cidade pequena, apenas esperando a morte chegar (mesmo ele tendo apenas uns 30 anos). Ele, que é uma lenda viva, conhecido como o maior dos magos “atuais”, um grande ladrão, um dos maiores músicos vivos, e um assassino. Como boa parte dos personagens de tragédia, Kvothe tem sua família assassinada quando ainda é novo e parte em busca de vingança. E, como grande maioria dos personagens de tragédia, sua vida acaba por causa de uma mulher.

O romance não é o foco principal do livro, mas tem um papel importantíssimo. Nosso herói (ou vilão, depende do ponto de vista), é apaixonado por uma linda garota, que não o ama. Ela ama a liberdade, e qualquer coisa que ameace essa liberdade, ela afasta. Esta garota se chamava Denna, e, por ela, Kvothe escreveu, batalhou, roubou e matou. Ela, enquanto isso, cada dia estava com um cara diferente. Pode-se dizer que o Kvothe foi praticamente jogado na friendzone (Quando o cara é apaixonado por uma garota e ela o considera apenas um amigo), pois no final ela sempre voltava para ele, e ele era seu ombro amigo.

A magia, ahh, a magia. Acho que toda história fica mais interessante com um pouco de magia. E, ela é um dos 2 objetivos principais de Kvothe. Aprendê-la e se vingar do Chandriano. E, é em busca da magia que ele entra na Universidade, o único lugar na qual a magia é ensinada livremente.

A universidade é quase que um personagem desta história, pois ela tem toda a sua cultura, suas nuances e é nela que se passam, basicamente, umas 400 paginas do primeiro livro. Quando Kvothe foi entrar para faculdade, ele conseguiu impressionar tanto os professores na prova que foi primeiro a ser pago para entrar nela. Ele usou alguns truques sujos para isso, mas mesmo assim, ele conseguiu.

E não se engane achando que a magia no livro é algo Potteriano, ela é baseada em suas próprias leis e se aproxima muito da física. É como se todas as teorias da física quântica se tornassem reais, você realmente pudesse utilizar sua mente para manipular objetos, e criar ligações entre coisas.

Patrick Rothfuss consegue criar todo um mundo recheado de lendas, histórias, canções, e magia, de forma perfeita. Todas as cenas são muito bem descritas. Descrições longas, porém objetivas. Não é igual no Senhor dos Anéis (um de meus livros favoritos) na qual Tolkien descreve as folhas de outono caindo durante 3 paginas.

Para mim, um dos grandes pontos fortes do livro é a música. Sim, a música é um dos pontos fortes de um livro. Nosso personagem principal, Kvothe, é um hábil alaudista (E esse fato é algo muito presente no livro, e muito bem explorado.). A maneira como Patrick Rothfuss descreve os concertos... Não é como se Kvothe chegasse, tocasse e pronto, acabou. É como se você tivesse ao lado dele, sentindo as vibrações da corda, vendo cada dedilhado, ouvindo a respiração ofegante, observando o esforço e as expressões faciais. É como se você estivesse lá mesmo.

Bem, é isso. Eu realmente recomendo esse livro, até agora a 2ª melhor série que já li, perdendo apenas para A Torre Negra. Mas quem sabe até o 3º livro ele não consegue passar da Torre. É algo possível. E isso quer dizer que o livro é absolutamente perfeito.


Avaliação:


Capa: 
Acabamento do livro: 
História: 
Andamento: 
Desfecho: 


Avaliação Geral:

 

4 comentários:

  1. Quero muito ler essa série, parece muito legal :D Mas tente falar menos detalhes do livro, ok? :/

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    1. Sem problemas, mas não se preocupe, não tem nenhum spoiler ai no meio xD
      E é realmente uma série muito boa, vale a pena tirar um tempinho pra lê-la.

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  2. Este livro entra a lista de favoritos de todos os que o dão a devida chance né? rsss
    Estou lendo O Temor do Sábio, melhor dizendo, degustando e esta sensacional, tão bom ou melhor do que o primeiro.
    Beijocas

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    1. Ja teminei de ler O Temor do Sábio, e devo concordar, ele consegue tranquilamente ser melhor do que o primeiro. Mal posso esperar pelo 3º xD

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