sexta-feira, 16 de março de 2012

[Resenha] Química Perfeita - Simone Elkeles


Química Perfeita
Simone Elkeles
Editora: Underworld
Gênero: Romance
Páginas: 307

“Os garotos do Instituto Fairfield, do subúrbio de Chicago, sabem que a Zona Sul e a Zona Norte não se misturam.
Assim, quando a líder de torcida Brittany Ellis e o membro da gangue Alex Fuentes são obrigados a trabalhar juntos como parceiros de laboratório na aula de química, os resultados prometem ser explosivos.
Mas nenhum deles estava pronto para a reação química mais surpreendente de todas: o amor. Serão eles capazes de romper os preconceitos e estereótipos que os separam?”
Admito que o motivo que me levou a comprar esse livro foi a almofadinha de brinde que veio junto a ele. Ela me ganhou, sério. Aliás, eu simplesmente adoro esses mimos temáticos que às vezes vêm junto aos kits de lançamento. Depois dos marcadores, são os itens de coleção de que eu mais gosto. Então, não pude ignorar quando a Underworld lançou a promoção da almofadinha. Sem pensar duas vezes, comprei o livro, mesmo sabendo que ele não era bem o meu estilo. Mas isso é algo relativo. “Ana e o Beijo francês” é um romance pelo qual eu me apaixonei, mesmo sabendo que ele “não é bem o meu estilo”. Eu procuro nunca julgar um livro pelas minhas primeiras impressões. Mas, infelizmente, nesse caso eu não estava tão enganada assim.

Brittany Ellis é o estereótipo clássico da menina patricinha e Alex Fuentes é o estereótipo clássico menino “bad boy”. Até ai, tudo bem. Todos acham que Brittany tem a vida perfeita e ela tenta manter as aparências assim. Parecer perfeita é quase um objetivo de vida. Então, é claro que a antipatia que um sente pelo outro é justificada, já que eles vivem em mundos tão diferentes. Entretanto, por causa de uma professora que resolveu adotar um mapa de sala, os dois são obrigados a se sentarem juntos nas aulas dela. E ainda, para completar, Alex faz uma aposta com um amigo, prometendo conseguir levar a menina brilhante para a cama antes do dia de ação de graça.

Bom... Eu já ouvi isso em algum lugar. Em vários, para falar a verdade. Essa história de fazer aposta com o amigo prometendo consegui levar fulana para a cama é quase tão velha quanto a rixa entre duas classes sociais. E a autora conseguiu colocar os dois no mesmo livro! O final já é previsível desde a primeira página.

Não me leve a mal, eu sou bem tolerante com os clichês. Aliás, sou uma grande defensora de que o mais interessante é o “como acontece” e não “o que acontece”. O problema é que, nesse livro, tanto “o que acontece” quanto o “como acontece” são absurdamente previsíveis! Não teve a menor graça. Nem mesmo a narrativa é tão envolvente assim. Achei até um pouco forçada, em muitos aspectos. Aliás, por vários momentos eu cheguei a pensar em abandonar a literatura, de verdade. Nem sei o que me fez continuar. Acho que me deixei levar pelo entusiasmo que as pessoas normalmente têm com esse livro, tive a esperança de que ele melhorasse até o final.

E, na verdade, ele melhora, sim, mas não o bastante para compensar o resto. Admito que eu me emocionei com o final. Fiquei um tempão ruminando cada detalhe, e me deliciando com um final tão bem feito. Mas é só... Eu não curti tanto a leitura quanto gostaria de ter curtido.

Em outras palavras, eu considero “Química Perfeita” um livro bom, mas não excelente como as pessoas disseram ser.  Há uma história fraca, com uma narrativa simplista, personagens comuns (mas aqui tenho que frisar que eles, ao menos, são muito bem feitos) e um desfecho muito, muito bom.

Se eu recomendo a leitura de “Química Perfeita”? Bem, isso depende. Como eu mencionei, ele é um livro bom. Além do mais, tem poucas páginas e é bem fácil de ler. Eu o considero uma boa distração, embora não esteja no topo da minha lista de romances que eu indicaria. 

Avaliação

Capa: 
Acab. do livro: 
História: 
Andamento: 
Desfecho: 

Avaliação Geral:

2 comentários:

  1. Nossa, todo mundo fala tãooooo bem dos livros da Elkeles... Leaving Paradise é super bem comentado também. Admito que nesse livro ela conseguiu fazer o clichê mais clichê possivel né! Mas ainda acho que darei uma chance porque falam muito bem dela... Enfim, bom ter sido honesta e ao menos o final é bom! Beijos

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    Respostas
    1. Você está certinha, Lu!
      Nem todo clichê é ruim. Eu acho que o livro foi mal aproveitado, mas ainda assim é digno de uma chance!
      Boa sorte com a leitura.
      Beijos

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