quarta-feira, 21 de março de 2012

[Resenha] Sussurro - Becca Fitzpatrick


Sussurro
Becca Fitzpatrick
Editora: Intrínseca
Gênero: Fantasia
Páginas: 259
“Entrar em um relacionamento não era exatamente parte dos planos de Nora Grey. Embora sua melhor amiga, Vee, vivesse empurrando garotos para cima dela, Nora nunca se sentiu atraída por nenhum deles. Pelo menos até a chegada de Patch. Seduzida por seu sorriso despretensioso e pelo olhar que parece enxergar através dela, Nora se sente incapaz de pensar com clareza. É quando uma sessão de acontecimentos assustadores começa a cercá-la. Ao mesmo tempo, Patch parece surgir em todos os lugares, e mostra que conhece absolutamente tudo sobre sua vida. Para Nora, é impossível decidir entre atirar-se nos braços dele ou fugir do perigo que o ronda.”
Ganhei esse livro da Florinha e do André de aniversário. Aliás, já fazia até um tempo em que eu estava de olho nele. Primeiro, porque eu ainda estava na minha vibe de romances sobrenaturais. Segundo, porque estava na época do lançamento de Silêncio e todo mundo falava tão bem do livro, que eu tive vontade de começar a série. Entretanto, acho que deixei minhas expectativas um pouco altas demais (O que eu já deveria ter aprendido a não fazer.). Comecei o livro embalada por uma aura de boa vontade... E o terminei com uma de estranheza. Sério, se você me pedisse para descrevê-lo com apenas uma palavras, eu diria: Estranho.

A história conta a vida de Nora Grey, uma garota que (Graças a Deus!) não se parece em nada com a Bella Swan, muito embora eu não tenha conseguido deixar de comparar aquele ambiente escolar com o descrito em Crepúsculo. Há também aquela estranheza clichê que a protagonista sente diante de seu par, mas tentei ignorar esse detalhe e passei adiante.

Nora é até que uma adolescente bem comum, sem nenhum complexo, ou recheada de problemas só para se tornar cativa do leitor. Ela te convence apenas sendo ela mesma. Porém, quando o professor de biologia resolve mudar os alunos de lugar, ela se vê tendo que lidar com um parceiro de laboratório um tanto quanto estranho. A partir daí, é inevitável: quanto mais tempo Nora passa com ele, mais ela se vê irremediavelmente apaixonada... O problema é que sempre que os dois estão juntos, coisas estranhas acontecem. Aliás, desde que ela começou a se encontrar com ele, coisas estranhas têm acontecido o tempo todo. E para deixar tudo ainda pior, Patch é tão misterioso que é impossível não desconfiar. Afinal... O que será que estava acontecendo? E qual era o envolvimento dele naquilo tudo?

Eu gostei bastante da narrativa. Apesar de ser rápida e simples, não deixa nenhum detalhe passar despercebido, e isso é muito bom para alimentar a imaginação do leitor.  Além do mais, ela é em primeira pessoa o que, para esse tipo de livro, é essencial. Ao te passar apenas o ponto de vista do protagonista, os mistérios e dúvidas aos quais ele é submetido, também afetam quem esta lendo de uma forma bem próxima, quase que como se fosse o próprio leitor que estivesse vivendo a história.

E Nora é uma protagonista bem legal. Não é chata, muito menos fica enchendo as páginas com reclamações sobre como tudo está uma droga. Apenas na dose certa. Além do mais, ela também não é um exemplo de beleza. Ao seu modo, é charmosa e cativante, mas como qualquer outra garota da sua idade. E, tenho que admitir, suas atitudes ao longo do livro fizeram com que ela entrasse para a minha lista de protagonistas que tem o poder de tornar a história bem mais atraente.  

Agora Patch, por outro lado, e por mais que eu tenha tentado (Juro que tentei com todas as minhas forças), não conseguiu me cativar nem um pouco. Eu o achei extremamente esquisito e inconveniente, mesmo depois de saber o porquê de ele ser assim. Não consegui me simpatizar de forma alguma e, cada vez que eu o via, me sentia ainda mais receosa com relação a ele. Era como se o personagem fosse, de alguma forma, vazio. Ele não me convenceu nem um pouco. E espero sinceramente que minha opinião venha a mudar... Mas, até a segunda ordem, ele foi um dos pares românticos que eu menos gostei.

A capa é um assunto à parte... Simplesmente maravilhosa! Ela tem uma textura delíciosa de se ficar passando a mão e uma imagem que condiz (O que tenho percebido ser bastante raro hoje em dia ) com a história do livro. Linda, linda, linda! - E aqui admito que esse também foi um dos motivos que me levou a querer o livro.

O livro em geral é bom. Não é maravilhoso, como eu imaginei que seria, mas ainda assim é uma leitura agradável. Aliás, o desfecho acabou compensando toda a estranheza do resto do livro, e me deixou uma esperançazinha de que o segundo volume seja melhor. Ficarei na expectativa (Desta vez mais controlada, juro) e assim que eu puder pegarei Crescendo para resenhar! 

Trechos: 
"Quando estava perto dele, experimentava uma confusa duplicidade de desejos. Parte de mim queria sair correndo, gritando Fogo!, a outra, mais irresponsável, ficava tentada a ver quanta proximidade eu suportaria sem.. entrar em combustão"
"Ele era o pior tipo de erro. Era um erro tão grande que parecia certo, e aquilo me deixava completamente fora de controle."
 Avaliação

Capa: 
Acab. do livro: 
História: 
Andamento: 
Desfecho: 

Avaliação Geral:

4 comentários:

  1. Esta série foi me conquistando aos poucos, pelo primeiro livro eu fiquei meio assim, no segundo deu uma animada, já o terceiro uou, foi muito bom esperando que o desfecho siga a linha e me surpreenda fechando com chave de ouro.

    Beijocas

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    1. Eu gosto bastante de livros nesse estilo, mas achei que Sussurro ficou realmente estranho. Todos estão falando que Silêncio foi maravilhoso, e assim espero! Vou continuar lendo (:

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  2. Estou surpresa com sua resenha, eu gostei bastante e me deixou com mais vontade ainda de ler o livro, mas eu não esperava que você o achasse estranho. Mas, engraçado, isso me deixou curiosa pelo livro.

    Beijos. Tudo Tem Refrão

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    1. Não sei, talvez eu tenha ficado muito fresca. É que eu não consegui encarar as coisas que foram acontecendo com naturalidade, por diversas vezes tive a sensação de que a autora forçou determinada cena, deixando-a, assim, meio sem sentido.

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