sexta-feira, 27 de abril de 2012

[Resenha] A Besta dos Mil Anos - Ilmar Penna

A Besta dos Mil Anos
Ilmar Penna Marinho Junior
Editora: Novo Século
Gênero: Suspense, Drama, Ação
Paginas: 311
“O leitor encontrará um clima eletrizante de suspense e ação na recuperação da famosa cena, desaparecida desde o século XIII. A trama diabólica, primorosamente estruturada, cheia de reviravoltas e muitas surpresas, envolve religiosidade, ódio e amor, e traz de volta a figura bíblica da Besta dos mil Anos.
Os personagens convivem com a maldição templária, o dinheiro fácil, a violência nas ruas, a escalada do sexo, a proliferação das drogas e a ganância corruptora. Conclamando seus adoradores a praticarem todas as maldades no mundo porque o fim dos tempos está chegando...”
Este livro chegou a mim pelo correio, protegido quase que de forma blindada, dentro de uma caixa, um envelope, plástico bolha (o que me ofereceu algumas horas de diversão) e muita, muita fita adesiva. E ele veio autografado, e com uma homenagem, sendo assim meu primeiro livro autografado. (inveje-me Flah).

O ultimo livro que li de um autor brasileiro, foi o A Batalha do Apocalipse, que curiosamente, também fala da eterna batalha entre o bem e o mal, através de uma visão, digamos assim, católica.  Porém ao contrario de o A Batalha do Apocalipse, que é troca de socos entre anjos, a eterna luta entre o bem e o mal, em A Besta dos Mil Anos é algo que ocorre por detrás dos panos, com vários partidos, como a igreja, seitas satanistas, o governo, e pessoas “comuns”. E nunca sabemos qual é o lado do bem e o lado do mal.

A Besta dos Mil Anos é muito bem escrito, porém ele é escrito não focando o publico infanto-juvenil, e, sim, o publico adulto; então, ele não tem o menor problema em utilizar palavrões, violência, e sexo. O que é algo bom, pois a maioria dos livros atualmente está focando o publico mais jovem, por estes serem os maiores compradores do momento, e acaba esquecendo que os adultos (ou quase adultos) também leem. E não tem como um livro explicitar fielmente nossa realidade mantendo “papas na língua”. Ele fala mesmo, não tem medo de mostrar a face que ignoramos do Brasil. O Brasil do crime organizado, da corrupção, da impunidade, onde a ulra-violência se tornou algo comum e aceitável. (os que leram ou viram Laranja Mecânica entenderão).

A trama não se passa apenas no Brasil, ele se passa na França também. E, ao contrario do que Ilmar fez com o Brasil, ele acaba idolatrando excessivamente a França. Sinceramente, chega uma hora que você se cansa de ler sobre como a França é linda, maravilhosa, segura, romântica, o berço da cultura, mágica, única, entre outras qualidades. Okay, eu tenho um pouco de vergonha de ser brasileiro, mas não é por isso que eu vou ignorar que o Brasil tem defeitos, e qualidades também. Assim como qualquer outro país. A França não é perfeita que eu sei, pode parar com isso Ilmar.

Agora vou falar um pouco dos personagens. Assim como uma novela (e não, eu não vejo novela) a história roda em volta de vários núcleos. Tem o núcleo francês, tem o núcleo do tráfico, tem o núcleo par romântico, e tem o núcleo “empresário rico e ganancioso”. Porém, pelo fato de a história ficar quicando de personagem para personagem, você acaba não criando laços com nenhum deles, e eu gosto de ter esses laços. Gosto de sofrer junto com os personagens, gosto de sentir a alegria deles, e isso é algo que faltou em A Besta dos Mil Anos. Porém, todos os personagens são muito humanos, com defeitos e qualidades, alguns com mais defeitos, outros com menos, e o francesinho sendo quase perfeito. (to quase pegando birra da França por sua causa Ilmar) Mas para mim, o personagem principal da história, é a Tapeçaria, em especial a cena do Diabo Enjaulado por Mil Anos.

Mas o livro é bem legal, vale a pena ler. A trama é bem estilo Dan Brown, com várias reviravoltas, acontecimentos emocionantes, tudo isso girando em volta da Tapeçaria do Apocalipse, e seus mistérios.

Avaliação:
Acab. do livro:
História: 
Andamento:
 
Desfecho: 

Avaliação Geral:
  

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