quarta-feira, 9 de maio de 2012

[Resenha] Amores Infernais - Vários Autores


Amores Infernais
Vários autores
Editora: Galera Record
Gênero: Sobrenatural
Páginas: 285
“Amar pode ser um inferno, mas sempre vale a pena!Histórias de amor são sempre cheias de romance, suspiros e finais felizes. Certo? Bom, nem sempre!Nesta coleção você vai encontrar cinco histórias surpreendentes que vão fazer você torcer, se emocionar, se apavorar e, principalmente, acreditar que tudo é possível quando de trata de uma paixão.”
Como eu adorei o primeiro volume dessa coleção, Formaturas Infernais, resolvi aproveitar a empolgação e comprar os outros dois livros que logo depois foram lançados aqui no Brasil, Beijos Infernais e Amores Infernais. Na resenha de hoje, falarei deste último, que foi o segundo livro da coleção que eu li.

Como reunia dois autores que eu já gostava muito e acompanhava de longa data, fiquei realmente empolgada para ler esse livro... Mas infelizmente não tive tanta sorte com ele quanto tive com o primeiro. Apesar de ter me rendido bons momentos, eles não foram tão bons quanto eu imaginei que seriam.

Por se tratar de apenas cinco contos, falarei deles separadamente:

Dormindo com o Espírito – Laurie Faria Stolarz (4/5):

Reunindo espíritos, pesadelos que mesclam realidade com imaginação e um romance impossível, Laurie Faria conseguiu explorar o tema do livro com perfeição. Apesar de em alguns pontos eu ter julgado o conto como ligeiramente clichê, o seu desenvolvimento foi agradável e gostoso de se ler, tornando-o, assim, totalmente merecedor de uma nota alta.

Mesmo sendo bem curtinho, o conto conseguiu expressar bem a história, fazendo com que os personagens se tornassem queridos e nadinha superficiais, o que é algo bem difícil de se fazer quando uma narrativa tem tão pouco espaço para ser desenvolvida. E este foi um ponto bem positivo para a autora – que até então eu não conhecia. É um dos poucos contos desse livro que realmente vale a pena ser lido.

Abominável Mundo Perfeito – Scott Westerfeld (3/5):

Scott trouxe a sua marca registrada para o livro: um mundo distópico e totalmente avançado tecnologicamente. Adorei o tema que ele escolheu para ser abordado, que, apesar de ser bem extremista, trouxe uma história muito legal e intrigante. Porém... Acho que ele acabou se esquecendo do foco principal do livro.

O conto possuía tudo para ser perfeito: um conflito legal, um ambiente legal, um romance legal... Mas ele esqueceu-se da segunda palavra do título: Infernal. Infelizmente, não há nada que lembre isso no conto. Complicado sim, diferente sim, difícil sim... Mas não infernal.

E, além disso, o final do conto foi meio... Avulso. Não consegui sentir emoção alguma com o desfecho, apenas um sentimento de perplexidade por ter lido um conto bem estruturado até então, mesmo se tratando do tema errado, e vê-lo se encerrar com um final tão fraco.

Mais Ralo que Água – Justine Larbalestier (5/5):

Para mim, este foi o melhor conto do livro. Trazendo um mundo de fadas e duendes – não tão bonitinhos quanto nas histórias –, Justine criou uma história bem completa, cheia de uma tradição rígida, um mundo regido por regras primitivas e um desejo ardente por mudança.

Mesmo tendo poucas páginas para desenvolver uma história muito significativa, a autora conseguiu sintetizar no conto todo um mundo de leis e lendas, trazendo uma narrativa impressionantemente completa e repleta de uma magia arrepiante. Tudo isso de uma forma muito bem escrita, com personagens cativantes e dotados de personalidades marcantes, e um desfecho de tirar o fôlego!

Eu me senti até mesmo um pouco triste quando a história terminou. Acredito que, explorando com sabedoria o mundo criado, daria um livro maravilhoso!

Fanfic – Gabrielle Zevin (3/5):

Eu demorei um bocado para julgar esse conto, principalmente porque, ao terminá-lo, fiquei ao mesmo tempo pensativa e espantada. O que eu quero dizer com isso é que o tema tratado é um pouco mais complexo do que simplesmente uma história romântica com alguma entidade sobrenatural. Trata-se de um problema que pode muito bem acontecer com qualquer um; um problema em que, considerando-se das devidas proporções, todo mundo já teve um pouco.

E é isso o que mais espanta na história, uma estranha proximidade – mesmo que ligeira - com a realidade. Porém, ao mesmo tempo em que há essa aproximação, há também um afastamento, devido a uma certa dose de exagero e uma escrita não tão boa assim. Achei que a narrativa ficou um pouco repetitiva e que alguns fatos ficaram forçados na história.

Perdido de amor – Melissa Marr (2/5):

Achei que esse seria o melhor conto do livro, já que a Melissa é a autora que mais se aproxima do terror em suas obras. Porém, fiquei realmente espantada com o conto. Na verdade, acho que há um pouco de intolerância de minha parte, pois detesto mocinhos de cabelos longos e, principalmente, porque a história traz seres... Estranhos. (E pode ter a ver, também, com a minha aversão à criaturas marítimas, mas, pensando bem, isso não me fez não gostar de Moby Dick, ou de A Pequena Sereia.)

Juro que tentei, mas não consegui aceitar o mito e a tradição que envolveram o ambiente da história. Ficou estranho, forçado e, em algumas partes, mal explicado. Por muitas vezes eu me peguei franzindo o nariz para determinadas passagens e me perguntando qual era a lógica daquilo tudo. Isso sem contar com a melação desmedida do mocinho. 

Avaliação:

Acab. do livro: 
História: 
Andamento: 
Desfecho: 

Avaliação Geral:

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