quarta-feira, 16 de maio de 2012

[Resenha] Delírio - Lauren Oliver

Delírio
Lauren Oliver
Editora: Intrínseca
Gênero: Distopia, Romance
Páginas: 342
"Muito tempo atrás, não se sabia que o amor é a pior de todas as doenças. Uma vez instalado na corrente sanguínea, não há como contê-lo. Agora a realidade é outra. A ciência já é capaz de erradicá-lo, e o governo obriga que todos os cidadãos sejam curados ao completar dezoito anos. Lena Haloway está entre os jovens que esperam ansiosamente esse dia. Viver sem a doença é viver sem dor: sem arrebatamento, sem euforia, com tranquilidade e segurança. Depois de curada, ela será encaminhada pelo governo para uma faculdade e um marido lhe será designado. Ela nunca mais precisará se preocupar com o passado que assombra sua família. Lena tem plena confiança de que as imposições das autoridades, como a intervenção cirúrgica, o toque de recolher e as patrulhas-surpresa pela cidade, existem para proteger as pessoas. Faltando apenas algumas semanas para o tratamento, porém, o impensado acontece: Lena se apaixona. Os sintomas são bastante conhecidos, não há como se enganar — mas, depois de experimentá-los, ela ainda escolheria a cura?"
Já tinha ouvido falar demais desse livro e me interesse por ele de cara. Então meu namorado ciente disto me presenteou com ele.

Ao ler os primeiros capítulos eu achei a história meio truncada e a personagem principal meio chata. Pareceu-me inclusive parecido demais com Jogos Vorazes já que ambos são distopias. Mas depois descobri uma diferença crucial. Delírio é uma história de amor que terá bastante ação e revoltas, JV é uma história de guerra que tem um pouco de romance. Entende?

Depois da página 60 (mais ou menos) a história começa a ficar muito boa. Não é nada cheio de ação, mas a maneira como Lena muda e as coisas que acontecem são tão legais e/ou fofas que dá vontade de sorrir.
Aliás, Lena é uma menina muito legal. Ela tem muito medo, claro, mas no mundo como o dela e depois de tudo o que ela passou, não era pra menos.

A garota vive num Estados Unidos ditatorial onde descobriu-se, 74 anos antes, que o amor era a pior doença dentre todas. E há 40 e pouco anos a cura foi descoberta e, a partir daí, administrada a todos os que completam 18 anos. Isso é feito porque quando o procedimento é aplicado em pessoas que ainda não atingiram essa idade, a cura não é eficiente, podem ter sequelas... ou seja, pode dar tudo errado. Essa é a idade segura. Esse procedimento só acontece antes da data do décimo oitavo aniversário quando o comportamento de dois jovens sai do estipulado. Ou seja, se alguém se apaixonar, se for contaminado pelo Delira Nervosa, vulgo, amor.


Lena começa o livro contando os dias para que a sua intervenção aconteça e ela fuja da mesma sina de sua mãe e prove a todos que o delira não está no sangue da família. Ela é obediente e nunca fala sobre "coisas perigosas". Hana, a melhor amiga, é uma menina da parte rica da cidade e não tem papas na língua. Coisa que deixa Lena super assustada em vários momentos, com medo de que alguém tenha ouvido e as denuncie.

E as coisas assim permanecem até que... acontece uma coisa que não posso contar porque é spoiler.
Os personagens são muito bem feitos, tem personalidade forte e a trama é bem construida. Em alguns momentos você diz: "Isso vai dar merda". Como eu já disse se tratar de um romance posso falar de Alex, o garoto com quem Lena vai se relacionar. Ele esconde um mistério que é crucial para a história, além de ser simplesmente demais.

O livro é emocionante e o desfecho te deixa querendo gritar! Sem falar que na edição brasileira o primeiro capítulo da continuação já vem nele e você fica: "WHHHHAAAAATTTT???". É desesperador.
A edição feita pela Intrínseca é maravilhosa e, apesar de na foto a capa parecer ser de um azul bem vivo, ele é brilhante ou platinado (desculpe a minha limitação em descrever efeitos nas cores). Enfim, é lindíssimo.

Eu amei esse livro, estou ansiosíssima pela continuação e super, SUPER recomendo. Já é uma das trilogias preferidas (só não é melhor que Jogos vorazes, meu amorzinho eterno).

Avaliação:
Acabamento do livro: 
História: 
Andamento: 
Desfecho: 

Avaliação Geral:

2 comentários:

  1. Nós tivemos as impressões muito parecidas. Pra mim, o livro só ficou bom mesmo depois de 50 páginas, e esse final, com o primeiro capítulo liberado pela intrínseca me deixou com o coração na mão. PRECISO DE PANDEMÔNIO!!!

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    1. Nossa, já estou na fissura e acho que vou tentar ler em inglês, porque vai demorar a beça pra chegar aqui!

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