quarta-feira, 27 de junho de 2012

[Resenha] Alice no País das Maravilhas - Lewis Carroll (#SemanaCarroll)

Alice no País das Maravilhas
Lewis Carroll
Zahar (edição lida)
Gênero: Ficção, Fantasia
Páginas: 160
"Alice's Adventures in Wonderland" (frequentemente abreviado para "Alice in Wonderland") é a obra mais conhecida de Lewis Carroll, sendo considerada obra clássica da literatura inglesa. O livro conta a história de uma menina chamada Alice que cai em uma toca de coelho e vai parar num lugar fantástico povoado por criaturas peculiares e antropomórficas. O livro faz brincadeiras e enigmas lógicos, o que contribuiu para sua popularidade. Carroll também faz alusões a poemas da era vitoriana e a alguns de seus conhecidos, o que torna a obra mais difícil de ser compreendida por leitores contemporâneos. É uma das obras escritas da literatura inglesa que tiveram mais adaptações na história do cinema, TV e teatro. - Ilustrações de John Tenniel.
Todos que visitam este singelo espaço devem imaginar o quanto somos apaixonados pelo universo de Lewis Carroll. Sim, toda a equipe. Está no nome do blog. Into Wonderland, no País das Maravilhas.
Nós sempre acreditamos que o mundo dos livros é tão vasto e tem tanto  a dizer quanto as aventuras da pequena Alice.

Pois bem, eu nunca tinha lido o livro, mas a Flávia sim e nós já tinhamos assistido mil vezes o filme infantil da Disney e depois o filme do Tim Burton.

Então eu comprei essa edição amarelinha da editora Zahar e ela ficou olhando pra mim com um ar de condenação por algum tempo, até que criei vergonha na cara e enfim li As aventuras de Alice no País das Maravilhas.

Todos conhecem a história da garotinha que segue o coelho branco, que está muito apressado, e acaba caindo num buraco que a leva para um mundo completamente novo. A história todo mundo conhece, mas nem todo mundo leu o livro.

A primeira impressão que se tem, em português popular, é que Carroll estava chapado. Não há nenhum nexo nas coisas que estão ali, de uma cena pra outra não há nenhuma conexão e o País das Maravilhas está mais pra Mundo da Loucura, e tudo que motiva a continuação da história é justamente a perplexidade de Alice, e a vontade desta de ir embora dalí. Ela aliás, é uma garota extramente esperta e espirituosa, e por isso faz diversas interrogações sobre o que está se passando e sobre ela mesma que são, de verdade, muito interessantes.

Ao ler, você tem que ter em mente que esse livro foi escrito no século XIX (dezenove) e que ele é cheio de trocadilhos que só tem sentido em inglês e/ou naquele contexto. E que Carroll era matemático, então nas linhas e entrelinhas se encontram diversos problemas de lógicas. E especula-se, inclusive, se as passagens são metáforas, o que na verdade é bastante cabível, já que as imagens do Gato, da Lagarta e da Rainha de Copas e sua corte, vistas como metáfora, tem proposições extremamente curiosas e problemas, não só de lógica, mas também filosóficos (até porque as duas coisas não são necessariamente distintas).

Está obra também é uma das mais célebres do gênero Nonsense, e detendo esta informação, o livro passa a ter mais... motivo de ser. A palavra seria Sentido na verdade, mas sendo o Nonsense exatamente o gênero da falta de sentido e o livro ser deste gênero, a palavra não cabe. Seria como falar: "A história é sem sentido, mas sendo de um gênero que se caracteriza pela falta deste, acaba fazendo todo sentido". Entendeu? Não? Nem eu. xD


Mas isso faz dele algo mais brilhante ainda, já que todo o seu sentido se baseia na falta deste. Ou seja, extremamente confuso. Não é à toa que ele é objetivo de estudos mesmo depois de mais de um século de seu lançamento. E ainda sendo confuso, ele é um livro pra crianças e uma história adorada por gerações e gerações. Essa não é um fenômeno que dá pra ignorar.

Isso sem nem mesmo citar toda a polêmica que envolve o autor, mas que só será abordado em outro texto.

A linguagem do livro é um pouco rebuscada, mas o que pode complicar a leitura é, primeiramente, a falta de nexo entre uma coisa e outra, e segundo, as várias interrogações da própria Alice, espantada com o mundo que lhe é apresentado.

O desfecho é bom, porém confuso, mas, levando em conta que todo o livro é confuso, é o único final que poderia ser dado.

Tem ilustrações bem legais que ajudam a visualizar as várias passagens do livro. E por mais que você não goste de desenhos nos livros, além de deixar a edição mais bonita, ele podem ajudar muitos leitores.

A edição, mesmo sendo de bolso, é muito bem feita, de capa dura e sem erros, e o mais legal, vem com os dois livros das aventuras de Alice: No País das Maravilhas e Através do Espelho (sim, o mesmo nome de uma das nossas colunas). Além de ser super baratinho!

Finalizando, eu amei Alice no País das Maravilhas, é com certeza um dos meus livros preferidos e o Gato continua sendo meu personagem do coração. Sendo um clássico é complicado avaliar e a minha postura anterior era de não fazê-lo. Vou avaliar a edição, mas clássicos são clássicos e têm que se ler, por isso, eles são sempre 5 xícaras e com búle.

Avaliação:
Acabamento do livro: 

Avaliação Geral:

Um comentário:

  1. Olá! Achei legal sua iniciativa de ler o livro, geralmente as pessoas acham que conhecem a história (principalmente de livros famosos) e têm seus julgamentos baseados em referências externas e no consciente coletivo. Gostei também da resenha. No meu blog também tem um post sobre Alice, dá uma passadinha lá? ;)
    Beijos a todos.
    http://naoidentificados.wordpress.com/2012/07/03/alice-e-o-caos-reticente/

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