segunda-feira, 2 de julho de 2012

[Coluna] Hora do Chá #8 - Alice: Madness Returns (#SemanaCarroll)


 Oioi galerinha! 

Vocês se lembram da minha ultima resenha, na qual eu falei que eu queria fazer ela sobre um jogo da Alice, só que quis variar, coisa e tal? Então, aproveitando que segunda feira passada foi alarme falso, vou fazer a resenha direito dessa vez. Falarei de Alice: Madness Returns, que é o segundo jogo da série Alice: Madness.

A história é mais ou menos o seguinte: Ocorreu um grande incêndio na casa onde Alice morava e, no meio desse incêndio, os pais e a irmã da Alice sumiram. Todos acham que eles morreram no incêndio, menos nossa obstinada protagonista, que tem a inabalável certeza de que tem algo por trás disso.

Para descobrir o que realmente aconteceu, Alice mergulha de cabeça no mundo de Wonderland que, infelizmente (Ou felizmente, pois é isso que dá emoção ao jogo), não é aquela Wonderland que conhecemos e amamos. A Wonderland sucumbiu à loucura e se tornou um lugar macabro, com criaturas sinistras, dignas de Silent Hill. Essa queda à loucura ocorreu no primeiro jogo da série.

O jogo é dividido entre duas realidades simultâneas, uma que é a tenebrosa Wonderland, e a outra que é a Inglaterra na época da primeira revolução industrial, o que dá um quê de Steampunk ao jogo. Essa realidade da Inglaterra não perde muito pra Wonderland em termos de crueldade e loucura. Como sabemos, a revolução industrial, mesmo sendo um período de grandes avanços, foi um período de grande desigualdade, sofrimento humano, trabalho escravos, crescimento desenfreado da violência urbana, entre vários outros problemas.

Obviamente, no meio de todo esse conflito de mundos e esse encontro de cara com a leitura, encontramos os personagens clássicos como o Chapeleiro Maluco e a Rainha de Copas. Claro que esses personagens também sucumbiram a essa loucura (Ainda mais do que no livro, que já é algo beeeeeeeem doido).


A jogabilidade é bem leve e simples, apresentando um estilo mais Hack and Slash, onde você vai, mata imensas hordas de monstros com grandes combos de golpes, que podem ser executados com muita facilidade e praticidade, pois os controles do jogo são realmente muito bons. O jogo tem um sistema de evolução estilo Devil May Cry, no qual você à medida que vai matando monstros e completando missões, vai conseguindo pontos para aumentar suas habilidade e combos e deixar sua personagem mais forte. Uma das partes mais interessantes da jogabilidade é o sistema de pulos, na qual você pode ir estendendo o pulo dando piruetas no ar enquanto abre as abas do seu vestido.

É algo realmente difícil produzir um gráfico que consiga passar todo a “epicidade” e loucura contida neste jogo. Porém, devo dizer que o Alice: Madness Returns conseguiu esse feito magnanimamente. O gráfico é uma mistura de desenho em 3D com loucura absoluta, resultando em um estilo único que só podemos ver no jogo. Além do que, a história entre os capítulos do jogo é apresentada em forma de recortes completamente estilizados para o Alice.

A protagonista já tem uma personalidade única. Ela é obstinada, forte, e completamente insana, tanto que você abre uma forma da Alice totalmente dominada pela insanidade. E uma coisa um tanto quanto interessante é que as vestimentas da personagem vão mudando de acordo com o cenário onde a personagem está.



O Alice: Medness Returns é realmente muito divertido, podendo te proporcionar boas horas de diversão. Porém, ele fica um pouco repetitivo com o tempo, sempre a mesma coisa de ir, matar monstros, um chefe aqui, outro ali, mas tudo passa com muita rapidez e facilidade.

O jogo é bem, bem fácil mesmo, tipo, dá pra você zerar ele em 10 horas sem o menor problema, e isso sem se apressar. (Cuidado, spoiler!!) A batalha final chega a ser broxante de tão rápida, e da pra matar o boss final sem morrer nenhuma vez. (Spoiler desativado)

Mas, o fato das mudanças de ambiente e da protagonista, faz com que o jogo não se torne monótono, mesmo sendo fácil e repetitivo. Acho que nesse caso, o Alice não ser um jogo muito grande se tornou um ponto positivo, pois evita que você enjoe e o abandone. É Alice e loucura na medida certa. Recomendo -o fortemente, e, esse sim, conseguiu fazer jus à Lewis Carroll.

Um comentário:

  1. Olá!
    Embora nunca tenha jogado de fato o jogo (devido a vários problemas, como a falta de plataforma adequada), "Alice: Madness Returns" me chamou a atenção desde a primeira vez que o vi. Já pesquisei muito sobre o jogo (em vídeos, fotos, textos, resenhas, etc e tal) e parece realmente incrível, principalmente o enredo e a atmosfera sombria. Realmente, uma adaptação digna de um clássico eterno.

    Abraços, João.

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